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Maior aeroporto do país ativa sistema para detectar drones

postado em 18 de jan de 2019 05:09 por Eduardo Neger   [ 18 de jan de 2019 05:14 atualizado‎(s)‎ ]
https://globoplay.globo.com/v/7294177/ 
Por Jornal Nacional - 11/01/2019 21h23 
 
https://globoplay.globo.com/v/7294177/

Invasão do espaço aéreo de aeroportos por drones preocupa autoridades da Aeronáutica 

Voar em área de risco para aeroportos é crime. O artigo 261 do Código Penal prevê detenção de dois a cinco anos para quem expõe a perigo um avião.
 
Na sala de controle do aeroporto de Guarulhos, um ponto vermelho na tela do computador é um risco no céu para os aviões.

Dessa vez, era um teste de segurança. Mas para o aeroporto de Congonhas foi real. Na última terça (8), um drone fechou a pista para pousos e decolagens por 20 minutos. Foram 16 voos atrasados, por mais de meia hora.

A Polícia Federal foi chamada, mas quando chegou, o voo já havia sido suspenso e o operador do drone não foi encontrado. Um piloto avisou a torre depois de avistar o drone - o que é difícil.

É por isso que o aeroporto de Guarulhos acaba de ativar um sistema que detecta um drone ligado num raio de oito quilômetros.

Toda vez que um drone voa, ele emite um sinal de radiofrequência que pode ser capitado à distância. A interpretação desse sinal é que permite que ele seja rastreado.

Desde que o sistema começou a ser testado em setembro do ano de 2018, o aeroporto de Guarulhos já detectou mais de 400 voos de drones nos arredores da pista. É importante saber a localização do drone, tanto quanto saber onde está o piloto.

“Se o piloto mudar de local a gente consegue acompanhar a movimentação desse piloto, colocando isso num mapa e dando exatamente onde está o endereço do controlador do drone”, diz o engenheiro de telecomunicações, Eduardo Neger.

Voar em área de risco para aeroportos é crime. O artigo 261 do Código Penal prevê detenção de dois a cinco anos para quem expõe a perigo um avião.

O diretor de Operações de Guarulhos diz que drones são uma preocupação para aeronáutica do mundo todo.

“O tamanho do drone e a velocidade da aeronave, dificilmente você consegue avistá-lo. Muito menos o drone voando à noite, aí esse complicador aumenta de forma exponencial”, explica o diretor de operações do aeroporto de Guarulhos, comandante Miguel Dau.

Num avião, os comandos das asas permitem que ele faça curvas. O profundor é o responsável por subir e descer. O leme mantém a estabilidade. Se estiver no caminho e atingir uma dessas três partes, um drone pode derrubar um avião comercial.

“Se esse impacto danificar essa superficie crítica e importante para o voo da aeronave, eu posso derrubar”, diz o diretor de operações do aeroporto de Guarulhos, comandante Miguel Dau.

O comandante tem razão para estar alerta.

Só em São Paulo, segundo a Anac, o número de drones em já é cinco vezes maior que há um ano e meio atrás.

“A gente está buscando junto à Anac, juntos aos órgãos governamentais uma maior regulação efetiva para que esses drones não sobrevoem os aeroportos”, conta o secretário jurídico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Rodrigo Spader.


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